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Domingo, 13 Outubro 2019 14:35

Moradores do Rio dizem que vivem nas ruas para fugir do crime organizado



FONTE: G1 

Reportagem do RJ2 nesta segunda-feira (22) mostrou que traficantes e milicianos expulsaram famílias inteiras de suas casas, principalmente na Baixada Fluminense e nas Zonas Oeste e Norte da capital.

Pessoas relatam o drama de fugirem de milicianos e serem obrigadas a morar nas ruas do Rio

O terror imposto pelo crime organizado em várias comunidades do Rio de Janeiro é responsável por diversos problemas, entre eles o aumento no número de moradores de rua.

Uma reportagem do RJ2, exibida nesta segunda-feira (22), contou a história de alguns desses moradores, que alegam terem sido expulsos de suas casas pelo tráfico de drogas e pela milícia.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não contabiliza os moradores de rua em seus registros. Segundo a instituição, sem um endereço fixo não é possível levantar dados precisos dessas pessoas.

De acordo com a defensora pública Carla Beatriz, casos como esses são cada vez mais comuns nas ruas da cidade.

"É muito comum. Eu tive oportunidade de conviver com algumas pessoas nessa situação. Infelizmente ocorre algum desentendimento na comunidade, alguma discórdia, enfim alguma desobediência entre aspas. A liderança da comunidade, seja a milícia ou o tráfico, expulsão essas pessoas que não tem o perfil normal de morador de rua", comentou a defensora pública.

A maioria dos casos acontecem na Baixada Fluminense e nas Zonas Oeste e Norte da capital, áreas dominadas pelo crime organizado. Alguns contaram para a reportagem os motivos que os levaram às ruas. A maior parte desses moradores acabam no Centro do Rio de Janeiro ou em bairros da Zona Sul.

"Nós morávamos em Santa Cruz, em uma área de comunidade que foi invadida pela milícia. Eles expulsaram meu esposo que não queria trabalhar para eles. Nós tivemos que sair só com a roupa do corpo e os nossos filhos que deu tempo de tirar. Tudo de dentro de casa nós deixamos. Documento, tudo. Tínhamos uma casa inteira, completa, montada. Geladeira, fogão, Rádio, DVD, mesa, cama. Tudo de dentro de casa", contou uma das moradoras, que não quis se identificar com medo de novos ataques.

Muitas pessoas passam as noites dormindo embaixo de marquises, vagando pela cidade e lutando por um prato de comida.

"Não me sinto à vontade. A gente é saqueada o tempo todo pela polícia. Eu não quero ficar na rua. Eu não sou da rua. Nunca fiquei na rua antes. Tenho 43 anos de idade e nunca fiquei na rua. A gente dorme na rua, passa fome, cata latinha", contou outra moradora, que disse conseguir cerca de R$ 2,50 por cada quilo de latinha.
Algumas pessoas acabam procurando um refúgio em abrigos do município.

Felipe contou que veio de Valença, no interior do RJ, para tratar uma doença de pele e depois foi encaminhado para o abrigo da Prefeitura, em Antares, na Zona Oeste. Contudo, segundo Felipe, milicianos o expulsaram de lá.

"Eles falaram que se eu continuasse ali ia dar ruim para mim. Eu estava questionando muito eu estava falando demais, como eles disseram", contou Felipe.

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